Água em Números: Consumo Industrial, Reúso e Impacto da Escassez

Por Caio Macedo em 18/09/2025
Água em Números: Consumo Industrial, Reúso e Impacto da Escassez

A água é um insumo crítico para a indústria, a agricultura e o abastecimento urbano. Com o avanço da urbanização e o aumento da demanda global, compreender os dados de consumo e reúso é essencial para a tomada de decisão nas empresas e para o planejamento de políticas públicas.

Consumo Industrial: 22% da Água Global

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), aproximadamente 22% de toda a água doce retirada no planeta é utilizada em processos industriais.
Esse volume engloba desde o resfriamento de equipamentos até a limpeza e a formulação de produtos.
No Brasil, o setor industrial é o segundo maior usuário, ficando atrás apenas da irrigação agrícola.

Reúso e Economia: Redução de Até 40% no Gasto

Estudos da ANA e de instituições como a International Water Association (IWA) indicam que empresas que implantam sistemas de reúso podem reduzir entre 30% e 40% o gasto com captação e tratamento de água.
Entre as tecnologias mais empregadas destacam-se:

  • Osmose reversa para remoção de sais.

  • Membranas de ultrafiltração e MBR (Membrane Bioreactor) para efluentes industriais.

  • Sistemas de recirculação em torres de resfriamento.

Essas soluções garantem não apenas economia financeira, mas também maior resiliência frente a crises hídricas.

O Custo da Escassez para o Setor Produtivo

A escassez de água já provoca prejuízos bilionários em diversos segmentos produtivos.
De acordo com o Banco Mundial, interrupções no fornecimento hídrico podem impactar diretamente cadeias de produção, gerar paradas emergenciais e elevar custos operacionais.
Empresas que não se adaptam correm risco de perda de competitividade e dificuldade de atender exigências legais e ambientais.

Caminho para a Sustentabilidade

Investir em reúso, monitoramento de consumo e tecnologias de tratamento é uma estratégia que reduz riscos e fortalece a imagem corporativa.
Além de atender normas ambientais, essas ações se alinham aos critérios ESG (Environmental, Social and Governance), cada vez mais valorizados por investidores e clientes.

Fontes: ONU World Water Development Report 2024; ANA – Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil 2023; Banco Mundial – High and Dry: Climate Change, Water, and the Economy (2023).

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